Eu sou um reles sonhador, que finge e tenta ser escritor.
Tão inútil que não sabe nem ao menos escrever a palavra reles.
Esse ou zê?
Como alguém pode gostar de algo vindo de mim?
Como alguém conseguiria gostar de mim?
Só um louco.
Talvez, nem isso.
Quem sabe eu não encontre sucesso na insanidade?
Literatura dadaísta. Uma ótima idéia, não?
Eu não sou nada mesmo.
Só falta eu me negar, agora.
Me sinto perdido.
Bem, pelo menos me sentia.
Não sei se tenho o direito de deixar de sentir.
Mas, sinto falta dela.
Como se esse sentimento tomasse o lugar de todos os outros.
Como se me invadisse.
E, é isso o que acontesse.
Ela me invade.
Invade a minha vida e a minha privacidade.
Invade meus pensamentos e eu a amo por isso.
Ela surge do nada, com seu velho vestido preto.
Ela não gosta dele.
O acha velho.
Mas eu o amo.
E ela o veste, mesmo não gostando dele, achando-o velho.
Então eu a amo.
Mais do que a qualquer outro, outra.
E, por mais medíocre que eu seja, ela usa o vestido velho preto que eu amo,
só para me fazer feliz...
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