quinta-feira, setembro 12, 2002


Beren, espero que você não se encomode deu publicar seu comment aqui, mas acrededito que essa discução pode é bastante produtiva e merece um post só para ela:



comment do Beren: ...a ideologia anarquista para mim não existe. Eu nunca vi ela agir em lugar nenhum, você já? Punk e nada é a mesma coisa, eles pregam a "não burguesia" mas todos os de BH são filhinhos de papai, rebeldes sem causa. Já cansei de ver punk criticar Nike, Reebok como já cansei de ver eles usando Levis e até Vide Bula! Cara, punk e nada dá no mesmo. Quer um exemplo de como os punks não fazem aquilo que pregam? João Gordo da MTV.




Beren,


Foi por esse e outros motivos que eu cortei meu moicano, costurei as minhas calças, tomei um banho, virei straightedge, tirei os rebites da minha jaqueta, dei as minhas correntes para o totó, joguei meus piercings fora e deixei de ser punk!



Punk é fashion, é style.


Tá na moda hoje ser punk. Não faz sentido criticar só por criticar, revoltar só por revoltar, rebelar-se, só por rebelar.



Esse sempre foi um discurso meu:

Qualquer forma de organização social daria certo, se não fosse pela própria sociedade.


O mundo não está preparado para o anarquismo. Definitivamente.

Acredito que o anarquismo atualmente é uma utopia. Um modo de vida que adimiro muito, mas inviável. Não temos maturidade suficiente para isso.


Outra coisa que me deixa puto também é o fato de alguém se afirmar anarquista.
Não existe anarquista!

Estou para conhecer alguém que se veste e come sem utilizar dinheiro. Até um mendingo, ou um ladão (os que mais se aproximam de um punk de verdade) acabam, de certa forma, utilizando-se do capital. Isso porque, lógico, estamos inseridos no capitalismo.



Estou cansado de pseudo-punks e pseudo-anarquistas que só sabem criticar e não fazem porra nenhuma para mudar as coisas.


Bando de palhaços!



Se você não está satisfeito com as coisas do jeito que estão, faça alguma coisa para mudá-las. Manifestações que não levam a nada. Críticas destrutivas... para quê?
Um cidadão consciente e descontente tem o dever de mudar o sistema. Mas inserindo-se nele e atuando, agindo e criticando também, mas críticas positivas com idéias de mudança e melhoria.


Fora o punk fashion!

Fora o neo-punk!

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